do dia

da noite, um dia
foi

das sombras gélidas nova-iorquinas
nos dias e
nas noites
foi

dos pesadelos em vigília
das casas brancas, ofuscantes
do azul, mar

do mundo, foi

ferina
ferina
de salto
caminha
caminho
do meio
caminho
do dia

intensa no orgulho
tão densa, no muro
observa, à noite
o silêncio maduro
do corpo distante

os passos de agulha
massacram chavões
equilibram-se em fibra tênue
sobre vãos e vulcões
acaricia e beija letras
esculpe versos, estrofes
e senões

palavras, palavras
olhos a detestarem os jogos
unhas que despem a convenção
ruma pelo caminho
do meio
em meio às leoninas tormentas
do coração

suspiro música inaudível
dedilho partitura impossível
entro feito luz invisível
pela fresta inacessível
da sua ilusão

vazias, as taças
o silêncio
tecidos revirados
a amplidão

bom dia.

Sobre Rodolfo Araújo

Jornalista, amante do teatro, um (des)crente (in)constante.
Esse post foi publicado em misturas. Bookmark o link permanente.

Uma resposta para do dia

  1. Petria Chaves disse:

    para um bom dia. música. acorde. música. lounge. longe. aqui. tudo. e mais. um dia bom.

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