Arquivo do mês: julho 2012

interrompido

esperei as avenidas largas os obeliscos as buzinas os casacos de pele os cantantes vazios os ecos do consumo o polvilho dos cigarros tudo fora do prumo os rios fedorentos as pontes classe-média pret-à-porter arquitetônico supersônico silêncio desse torpor atômico … Continuar lendo

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talvez

talvez não sejam exatamente estas as palavras, mas elas jorram e tudo o que posso fazer é observar. vejo-me como se transitasse passivamente a desviar do caos com maestria que, voluntariamente, jamais teria. o carro dirige-se. uma estranha paz adentra. … Continuar lendo

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