dijon

à guisa de qualquer sabor amarelo
ou frutíferos devaneios etílicos
salivas ungidas de licor e vinho
dançam em correntes tortuosas
de suor e medo

quantas fúrias, por entre seus becos indecentes
culminam em bailes, fulgores mundanos
secura da noite faminta, ciosa
pelo sangue das confissões a misturar-se
em alquimia
aos gemidos violentos do depois

perdidas, buscam-se as línguas inquietas
em fachadas de esplendorosa decadência
foges, à sombra dos pilares celestes
entrega-te, no silêncio dos becos agrestes

solilóquios feudais moldam ecos de outrora
especulo, no distorcer amplo dos minutos
entre os torpores liquefeitos,
o próximo passo

espero-te à espreita.

Sobre Rodolfo Araújo

Jornalista, amante do teatro, um (des)crente (in)constante.
Esse post foi publicado em misturas. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s