líquido

foi ontem que nossas mãos
pediram a mesma musica, não
queriam se soltar, eram nossas
línguas a mesma saliva, idioma
sobreposto em suores confluentes
em rio visto de cima, eram nossos
os futuros desenhados em que respirávamos
o mesmo ar e trocávamos perfumes, loucos injetados em face da abstinência, esse cheiro de morte
provocado pela ínfima ausência do corpo contraído ao toque que nos mete no salto alto da arrogância, topo do castelo de cartas – a vida –
de onde pulo, peito aberto, vento acariciando o rosto, perto do choque, onde o tempo cessa, a porta fecha,
o controle remoto percebe que já adormeci, perdido, à espera
de outros lábios.

Sobre Rodolfo Araújo

Jornalista, amante do teatro, um (des)crente (in)constante.
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