Arquivo da categoria: misturas

istambul

nas mesquitas, um grito repetido, rivaliza com o ruído da multidão que aflora das tuas entranhas, também de fora sedentos todos pelo caos tecido de cimento, as vias embolam o tráfego dos afetos e mercadorias fluxo de excessos: melancolia a … Continuar lendo

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amsterdã

que serão de meus olhos, tão altas as mulheres destes países baixos?

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sagitário

seu duplo, múltiplo: o arco, estendido, prepara o golpe certeiro dia-noite começo-fim coragem-pavor claro-escuro nada-tudo: o espanto de despertar e saber que teu dorso é casa.

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voo

azul a soma de todas as suas cores.

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paraíba

  sua areia semeou meu sangue na aridez pálida, infértil dos longos dias arava os grãos secos com os longos dedos que herdo e    s    t    i    c    o à procura do pão.

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amanhã

acorda, pele elástica coreografia de espanto pelo dia a recobrir, em retos feixes, o corpo o assombro do tempo que molda o vazio, rabisca o porvir, cai com todo o peso a tatuar sinuosas interrogações nos poros que indagam: e … Continuar lendo

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bola de cabelo

Ela saltou na direção dos trilhos do metrô com a leveza de uma pluma despretensiosa. Mal se importava com a opinião dos outros; provavelmente poucos haviam reparado em seu movimento plataforma abaixo. O próximo trem ainda não rugia túnel adentro, … Continuar lendo

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