Arquivo da categoria: poesia

madrugada

arde-me em noites encharcadas aos cântarosa tua sombra pueril esculpida em brancas vestesvêm-me à mente ecos de versos e encantossoprados violentamente para teu leste o tecido incompleto da tua figurareclama pelo silêncio pálido do perdãoexclama em teu peito a pura … Continuar lendo

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Línguas

Ambíguas Exógenas Carnívoras Molhadas, suadas, mortíferas Dançantes, uivantes, susurrantes em espirais de Cortázar, os peixes matéria-prima dos bacanais indecifráveis, sofríveis, presas mordidas espessas, feridas, virgens envelhecidas mutantes, coloridas, adormecidas geladas, atônitas, suburbanas desconhecidas tremidas, fugidas, secretas entorpecidas são línguas severas, … Continuar lendo

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oeste

a brisa azul revolve as folhas caídas trapaceia com os sujismundos da praça espanca o passado com vela quente trisca a faca no paralelepído ausente chama para o duelo o traidor oponente mastiga a vida com casca semente enxerga a … Continuar lendo

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olhos

quanto dos teus passos poderia ter seguido enquanto, na mudez do desespero espero compasso qualquer janela: paisagem nova telhados aglomerados, profusão de cinzas nublados espectros numerosos, cabisbaixos um lá e cá de vazios solilóquios são tantos os novos bairros de … Continuar lendo

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desenho

a coragem de apontar o lápis aprontar a folha única, branca, enquanto começa a chover. encerrar os barulhos de dentro fora concentrar o olhar pronto ordenar os músculos em marcha sentar na posição correta da contemplação. o cuidado de esticar … Continuar lendo

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liberdade

entre no entre no meio do ventre dos lábios das pernas das portas das margens dos sinais dos períodos do abismo do hiato do tempo do olfato do silêncio da reação da noite do alvo das lâminas das páginas. antes … Continuar lendo

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festa

dedilhar páginas em branco carinho no ar desenhar com a ponta dos dedos milhões de rostos possíveis chove: galões de cores esbaldam sorrisos passantes borram: exageros, errantes escorregam nos desvios sinais do tempo línguas debatidas peixes mundanos perdidos à vista … Continuar lendo

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urbanas – 2

ângulos retos teus quarteirões ambulam os cantantes, sorrateiros e os senões tuas curvas retas e os galpões sussurram baixo feito batalhões beijam açúcar e de café molham os dentes turvos da mulher nuvens esparsas calor tão frio espalham flamas pelo … Continuar lendo

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urbanas – 1

no carro branco a taxista ray-ban escuro sem ser vista deslumbrava o tal florista largou o ônibus saltou no auto criou pretextos plantou pistas rodou para sempre em sua lista.

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ponto de vista

Pudera contemplar o mundo de tua janela As curvas esverdeadas das montanhas O luzir intermitente dos rios Tragar a parada do tempo Sorver o perfume da espera Vasculhar os cômodos das memórias Amar-te sem tua presença Escrever-te cartas não-remetidas Brincar … Continuar lendo

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